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Em SP, novos blocos surpreendem e estão entre os que mais atraíram foliões
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Tô de Bowie: ideia inicial era reunir 200 pessoas.Foto: Rogério Casemiro/UOL

Tô de Bowie: ideia inicial era reunir 500 pessoas. Foto: Rogério Casemiro/UOL

A ideia inicial era modesta: reproduzir músicas do ícone pop David Bowie em caixas de som colocadas dentro de um carrinho de supermercado e arrastá-lo pelas ruas de Santa Cecília, na região central de São Paulo.  A meta era reunir 500 amigos com raios pintados no rosto,  inspirados na capa do disco “Alladin Sane” (1973) . Se o público chegasse a 2000 pessoas, os idealizadores do Tô de Bowie – Antonio Renato de Souza, Luiz Eduardo Franco e Cauê Yutti –  já se credenciariam para falar que o bloco estava ” bombando.”  No entanto, na tarde de terça (9), quando o bloco foi às ruas pela primeira vez o que se viu foi um infinito mar de gente. De acordo com números consolidados pela Secretaria Municipal de Cultura, 40 mil pessoas estiveram no cortejo.  A variação fica entre 35 mil (mínimo) e 45 mil (máximo), o que torna o Tô de Bowie, fundado por três foliões que se aventuraram na produção de eventos, o quinto maior bloco da cidade.

A ideia de um bloco em homenagem ao compositor e cantor inglês virou um fenômeno na internet. Mesmo antes da morte de Bowie, no dia 10 de janeiro, o desfile já tinha 8 mil confirmados no Facebook.  Com o falecimento do ídolo, as confirmações se multiplicaram. O evento alcançou 31 mil confirmados e outros 42 mil interessados em participar. Tamanho interesse acendeu o alerta nos organizadores e na própria prefeitura. Os idealizadores do bloco, que conseguiram o patrocínio de uma cervejaria, correram a contratar um trio elétrico e montar às pressas uma banda.  Os 11 músicos só tiveram tempo suficiente para adaptar seis canções de Bowie em marchinhas, entre elas “Rebel Rebel” e “Young American”.  No resto do tempo, os foliões foram embalados por DJ com canções de Bowie, Iggy Pop, Lou Reed e Beach Boys.  Já a administração pública, para evitar o caos, mudou o trajeto: o cortejo, que inicialmente seria na Santa Cecília, saiu da Praça Princesa Isabel, passou pela Avenida Rio Branco e seguiu em direção ao Vale do Anhangabaú.”Nossa estrutura é muito pequena,  não imaginávamos o que o bloco iria virar. Acho que as pessoas ficaram curiosas com a proposta”, diz o maquiador Antônio Renato de Souza, de 27 anos.

Na frente do Tô de Bowie no ranking dos eventos que mais atraíram foliões, apenas blocos com assinatura de produtores profissionais e com famosos. No topo da lista, está Acadêmicos do  Baixo Augusta, do produtor e apresentador Ale Youssef, que atraiu no mínimo 120 mil e no máximo 180 mil pessoas.  O número “realista” com o qual a secretaria de Cultura prefere trabalhar é de 150 mil.  Bangalafumenga/Sargento Pimenta, da Oficina de Alegria, e BlocoON com Sidney Magal, produzido em parceria com uma cervejaria, atraíram de 50 a 60 mil pessoas. Já o Monobloco, produzido pela Pipoca.Co, arrastou entre 40 e 50 mil. (Veja abaixo a lista completa abaixo).

 

Domingo Ela Não Vai: axé retrõ no centro de São Paulo. Foto: Gero/Estadão Conteúdo

Domingo Ela Não Vai: axé retrô no centro de São Paulo. Foto: Gero/Estadão Conteúdo

O Tô de Bowie não foi o único a estrear com o status de “megabloco”.  Domingo Ela Não Vai e Desmanche, ambos dedicados ao “axé retrô”, tiveram um público médio de 40 mil foliões (variação estimada entre 30 mil e 45 mil) dançando ao ritmo de É o Tchan, TerraSamba e Tchakabum, no centro da capital no domingo (7). Ficaram à frente do balado Tarado Ni Você, que homenageia Caetano Veloso e reuniu em média 30 mil pessoas no sábado (6). “O axé com coreografias já não é tão forte, mas depois de algum tempo as coisas tendem a ficar cult. São músicas da nossa infância. E quem não viveu essa época está descobrindo que gosta. Faltava um pouco de axé em São Paulo “, diz o jornalista e roteirista Alberto Pereira Jr., de 29 anos, criador do Domingo Ela Não Vai  junto com o amigo Rodrigoh Bueno, de 32 anos.

Inicialmente, a dupla tinha a expectativa de reunir 500 pessoas no desfile, mas as festas de “esquenta”‘ realizadas no Jongo Reverendo, na Vila Madalena, mostraram o potencial de sucesso. Na primeira delas, no dia 16 de janeiro, uma fila de 700 pessoas ficou para fora sem conseguir participar da festa.  No dia do desfile, a multidão fez com que o cortejo, que sairia do Praça do Patriarca para Teatro Municipal, fosse alterado na última hora. A prefeitura orientou que o bloco seguisse pela Libero Badaró até o Vale do Anhangabaú. Sem patrocínio, o bloco estreou com DJs tocando os hits em sua versão original.   “Chegamos a orçar uma mini-banda, mas não era um passo que podíamos dar”, explica.   Os sócios na folia investiram 6 mil reais no novo negócio para contratar trio elétrico, decoração e DJ. Daqui para frente, porém, a proposta é seguir com o bloco no Carnaval e realizar festas ao longo do ano. “Nunca foi só uma brincadeira. A ideia é fazer eventos com bandas para lembrar a época de ouro do axé”, conta Alberto.

Organizadores do Bloco do Desmanche estimam 100 mil pessoas no Centro de São Paulo. Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

Desmanche: com o sucesso do bloco, produtores querem fazer festa ao longo do ano. Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

Outro bloco que quer prolongar o sucesso do Carnaval é  o Desmanche, produzido pelo curador artístico Roger Zanardo, o Rogermultiuse, de 32 anos, e o empresário Ronaldo Rinaldi, de 31 anos, conhecido como DJ Click e dono de três casas noturnas na Rua Augusta, “A gente pretende alugar estacionamentos abandonados e fazer festas nos feriados”, adianta Rogermultiuse. Sem planejamento, o Desmanche  foi criado porque os organizadores viram, no fim de 2015, a divulgação da prefeitura anunciando o cadastramento dos blocos.  O público estimado na ocasião era 3 mil pessoas. Só no Facebook, 20 mil pessoas confirmaram presença. “Quando vimos a Rua Augusta tomada de gente, nos demos conta que foi o melhor dia da nossa vida”, diz Rogermultiuse. Diante do fenômeno de público, os produtores já pensam em ter dois trios elétricos para garantir som de qualidade aos foliões.

Em 2016, 355 blocos se cadastraram para desfilar na cidade. Foram 95 a mais que em 2015, o que aponta que o paulistano está  mais interessado em produzir sua própria folia. “É uma tendência da cidade que as pessoas queiram blocos mais próximo delas”, acredita Bonduki, que comemora o fato de blocos paulistanos terem se tornado protagonistas da festa. “Os blocos de fora perderam a primazia. O Carnaval da cidade está ganhando uma identidade própria.”

 

Ranking de público nos principais blocos de São Paulo

BLOCOSMínimo (em mil)Realista(em mil)Máximo (em mil)
Acadêmicos do Baixo Augusta120150180
Bangalafumenga e Sargento Pimenta505560
BlocON com Sidney Magal505560
Monobloco404550
Tô de Bowie354045
Ilú Obá De Min (dois desfiles)354045
Domingo ela não vai304045
Desmanche304045
Tarado ni você253035
Bastardo (foram 4 desfiles)203036
Casa Comigo202530
Pilantragi202530
Agrada gregos182025
Maluco Beleza (Alceu Valença)151820
Gambiarra151820
Chá da Alice151820
Unidos do BPM151820
Ritaleena101518
Bregsnice101518
Confraria do Pasmado101215
Espetacular Charanga do França101215
Bloco Urubó81012
Agora vai81012
TOTAL609741856

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo


Baixo Augusta se firma como maior bloco de SP e quer dois desfiles em 2017
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Alessandra Negrini é rainha de bateria do Baixo Augusta. Foto: Junior Lago/UOL

Alessandra Negrini é rainha de bateria do Baixo Augusta. Foto: Junior Lago/UOL

De endereço novo, o Acadêmicos do Baixo Augusta, que neste ano trocou a Rua Augusta pela Rua da Consolação, encerrou seu desfile na noite de domingo (31) como o maior bloco de São Paulo. De acordo com números da secretaria de Cultura, foram cerca de 130 mil pessoas.  A multidão fez os organizadores estimarem, no auge da festa, em 200 mil foliões. “Vamos ficar com o número oficial. Estamos felizes de sermos o primeiro bloco  a ultrapassar a barreira de 100 mil pessoas em São Paulo,  ainda mais em um dia repleto de outras opções. A cidade mostrou que está apaixonada pelo Carnaval de rua, que está redescobrindo essa paixão antiga que vem desde a época dos cordões”,  disse o produtor e apresentador Ale Youssef, presidente do Baixo Augusta.

Ainda sob o efeito do desfile, os organizadores do bloco já pensam em 2017.  A ideia é que o Baixo Augusta passe a fazer dois desfiles no próximo ano: um no pré-Carnaval e outro durante o Carnaval. “A intenção é fazer o último desfile para encerrar o Carnaval. Talvez na Quarta-feira de Cinzas”, adianta Youssef.

Para o produtor e agitador cultural, a tendência é que, com a consolidação do Carnaval de rua em São Paulo, os blocos maiores passem a se interessar também pelos dias oficiais de folia. “É importante que os blocos grandes passem a ocupar também o período do Carnaval”, defende.

Público estimado na Rua Consolação foi de 130 mil.

Público estimado na Rua Consolação foi de 130 mil pessoas.

Fundado em 2009, o Baixo Augusta se tornou uma organização não governamental no final de 2014.  Neste ano, seu tema foi “Família Augusta”, um protesto ao Estatuto da Família que tramita no Congresso. “A força do Baixo Augusta é ter um um espírito ativista. As pessoas abraçam a causa”, diz Youssef.

Para o secretário municipal de Cultura Nabil Bonduki, o destaque do Baixo Augusta, originalmente paulistano, como maior bloco é a consolidação do movimento carnavalesco com a participação dos moradores.  “O Baixo Augusta não é de fora. Isso mostra que os grupos da cidade estão cada vez mais se consolidando, com cidadania e o envolvimento das pessoas”, observa.

Entre os blocos com filiais em São Paulo, o carioca Monobloco, cuja bateria paulistana tem 130 ritmistas, levou  90 mil pessoas para o Ibirapuera, segundo a Polícia Militar. Já o pernambucano Alceu Valença se apresentou sábado (30) para 40 mil foliões, também na região do Monumento às Bandeiras.  A Avenida Tiradentes reuniu, segundo a prefeitura 40 mil pessoas no sábado, para a apresentação do trio Bangalafumenga, grupo carioca de bateria paulistana; o Sargento Pimenta, do Rio de Janeiro, e o paulistano Chega Mais.  Os organizadores falam em 80 mil.

Na Avenida Brigadeiro Faria Lima, o Casa Comigo, fundado na Vila Beatriz, atraiu uma multidão no sábado (30). De acordo com estimativas da Secretaria de Cultura, foram 30 mil pessoas. Para os organizadores, 55 mil. Já o Confraria do Pasmado, que encerrou seu desfile no Largo da Batata, atraiu 20 mil pessoas, segundo os números da administração pública. Já a direção do Pasmado estima que até 40 mil pessoas passaram pelo evento.

Os números preliminares apontam que 600 mil pessoas participaram do Carnaval de Rua em São Paulo. Os dados finais devem ser contabilizados nesta terça-feira (2).

 


Blocos do Campo de Marte vão para Avenida Tiradentes e São João
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Avenida Tiradentes receberá Bangalafumenga, Chega Mais e Sargento Pimenta Foto: Rogerio Cavalheiro/Estadão Conteúdo

Avenida Tiradentes receberá Bangalafumenga, Chega Mais e Sargento Pimenta no sábado (30)
Foto: Rogerio Cavalheiro/Estadão Conteúdo

Após a proibição dos desfiles de quatro blocos no Campo de Marte, a Prefeitura de São Paulo autorizou na tarde desta quarta (27) novos locais para a folia.

Bangalafumenga, Chega Mais e Sargento Pimenta, que sairão no sábado (30), vão percorrer a Avenida Tiradentes, na região da Luz. A concentração será a partir das 9h em frente à Pinacoteca. Já o Quizomba, que desfila no domingo, às 10h, terá a concentração no cruzamento das avenidas São João e Ipiranga, no Cento, e segue em direção a Duque de Caxias. A dispersão será na Praça Princesa Isabel.

A mudança do local foi proposta pela prefeitura após pressão da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, que alega que a multidão de foliões atrapalharia a agenda dos últimos ensaios técnicos no Sambódromo do Anhembi, bem como o transporte de carros alegóricos. Para o presidente da Liga, Paulo Sérgio Ferreira, o Campo de Marte foi sugerido aos blocos sem estudo.

Bangalafumenga, Sargento Pimenta, Chega Mais e Quizomba foram notificados da obrigatoriedade da mudança após uma reunião realizada na tarde de terça (26) . Os novos locais foram definidos depois que organizadores, CET e prefeitura realizaram vistorias em algumas vias.

Em nota, a Secretaria de Cultura informou que alteração se deve a questões operacionais, por conta do aumento de blocos, neste ano, em toda a cidade, especialmente neste primeiro final de semana (30 e 31 de janeiro). “Por este motivo, diversos novos bloqueios passaram a ser necessários e com isso a Avenida Santos Dumont terá um papel estratégico na logística de acesso ao Carnaval do Sambódromo.”

 

 


Blocos do fim de semana são proibidos de desfilar no Campo de Marte
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Desfiles de blocos coincidiriam com ensaios técnicos no Anhembi. Foto:  Julien Perrenes/Divulgação

Desfiles de blocos coincidiriam com ensaios técnicos no Anhembi. Foto: Julien Perrenes/Divulgação

Às vésperas do início da programação oficial do Carnaval de Rua de São Paulo, quatro blocos  que têm desfiles marcados para sábado (30) e domingo (31) foram proibidos de sair na Avenida Santos Dumont, na região do  Campo de Marte, na Zona Norte.  A decisão foi tomada pela prefeitura após a intervenção da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, que alega que a multidão de foliões atrapalharia a agenda dos últimos ensaios técnicos no Sambódromo do Anhembi e o transporte de carros alegóricos.

Bangalafumenga, Sargento Pimenta, Chega Mais e Quizomba foram notificados da obrigatoriedade da mudança após uma reunião realizada na tarde de terça (26) .  Nesta quarta (27), organizadores, CET e prefeitura fazem vistorias em algumas vias para realocar os blocos.  Entre as possibilidades estudadas estão a Avenida Tiradentes, no Centro, e a Avenida 23 de Maio, que faz a ligação Leste-Oeste.

A região do Campo de Marte foi uma das alternativas dadas pela própria prefeitura após a Avenida Sumaré ter sido proibida para desfiles dos blocos.  Organizadores de bloco e Secretaria de Cultura, responsável pelo Carnaval de Rua, ainda não se pronunciaram.

 


Bangalafumenga faz último ensaio antes de desfile no Campo de Marte
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Banga faz último ensaio antes do desfile no dia 30 no Campo de Marte. Foto: Reinaldo Canato/UOL

Banga faz último ensaio antes do desfile no dia 30 no Campo de Marte. Foto: Reinaldo Canato/UOL

O Bangalafumenga fez nessa terça (19) o seu esquenta para o Carnaval 2016 em São Paulo. Com 220 ritmistas, o bloco se apresentou no Carioca Club, em Pinheiros, e mostrou um pouco do que levará para o seu desfile.  Confira as fotos e veja  como foi a festa.

Proibido de desfilar na Avenida Sumaré neste ano, o Banga, um dos maiores grupos carnavalescos da capital, sairá na Avenida Santos Dumont, na região de Campo de Marte, no dia 30 de janeiro, a partir das 10h. No mesmo local, às 14h, desfila o bloco Sargento Pimenta, que dá ritmos brasileiros às músicas dos Beatles.

Comandando pelo cantor e compositor Rodrigo Maranhão, o Banga tem em seu repertório Novos Baianos, Alceu Valença,  Zé Ramalho, Tim Maia, entre outros. O tema do desfile 2016 é “Abre a porta, gente”, inspirado no grito de guerra que antecede as apresentações do grupo.

Desfile Bangalafumenga
Dia: 30 de janeiro
Horário: 10 horas
Local: Avenida Santos Dumont, em frente à Praça dos Heróis da FEB, Campo de Marte.

Desfile Sargento Pimenta
Dia: 30 de janeiro
Horário: 14 horas
Local: Avenida Santos Dumont, em frente à Praça dos Heróis da FEB, Campo de Marte.

 

 

 


Bangalafumenga e Sargento Pimenta fazem festas pré-réveillon no Rio
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 Banga festeja a chegada de 2016 na Fundição Progresso

Banga festeja a chegada de 2016 na Fundição Progresso. Foto: reprodução

A contagem regressiva para 2016 começa em ritmo de Carnaval, no Rio de Janeiro.  Na quarta-feira, dia 30, duas festas, comandadas pelos blocos Bangalafumenga, Carrossel de Emoções, Sargento Pimenta e pelo grupo Casuariana, antecipam a virada do ano.

Na Fundição Progresso,  na Lapa, a partir das 22h, o Bangalafumenga, do músico Rodrigo Maranhão, faz o seu baile de réveillon com a participação do Carrossel de Emoções, bloco que faz uma releitura carnavalesca dos grandes sucessos de funk. O ritmo continua dominando a pista com show de MC Marcinho, autor do sucesso “Glamourosa”.  A banda Numa Boa, residente da festa “Retrôzinho”, abre a noite com sucessos do pagode dos anos 90.  Os ingressos, à venda no site Ingresso Certo,  custam de 30 a 140 reais.

Sargento Pimenta abre a noite de pré-réveillon no Clube dos Macacos

Sargento Pimenta abre a noite de pré-réveillon no Clube dos Macacos. Foto: reprodução

Já o Sargento Pimenta se junta banda Casuariana, no Clube dos Macacos, no Horto, a partir das 21h. A abertura da noite fica por conta do bloco, que se consagrou com seu repertório que mistura as musicas dos Beatles ao ritmo do Carnaval. Com 14 anos de carreira e na produção do seu sétimo CD, o Casuarina apresenta músicas autorais, como “Certidão” (João Cavalcanti/João Fernando) e Vaso Ruim (Gabriel Azevedo/ Diego Zangado), e clássicos da MPB como “Eu Quero Botar Meu Bloco na Rua” (Sergio Sampaio) e Linha de Pase (João Bosco/Aldir Blanc/ Paulo Emilio). Os ingressos, à venda no Ingresso Certo, custam a partir de 80 reais.

O quinteto do Casuariana faz seu tradicional réveillon no Clube dos Macacos

O quinteto do Casuariana faz seu tradicional réveillon no Clube dos Macacos. Foto: Paprica Fotografia

 

Serviço
Pré-Réveillon Sargento Pimenta & Casuarina
Data: 30/12/15  – quarta-feira
Horário: 21h
Local: Clube dos Macacos – Rua Pacheco Leão, 2.038 – Horto (RJ)
Ingressos:  80 reais (meia-entrada)/160 reais (inteira) – Segundo lote

Pré-Réveillon Bangalafumenga & Carrossel de Emoções
Data: 30/12/15 – quarta-feira
Horário: 22h
Local: Fundição Progresso – Rua dos Arcos, 24 – Lapa
Ingressos: de 30 a 140 reais.

 

 


Proibido de sair na Avenida Sumaré, Banga leva desfile para Campo de Marte
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Banga troca a Avenida Sumaré pelo Campo de Marte, em 2016. Foto: Mmcredie/Divulgação

Banga troca a Avenida Sumaré pelo Campo de Marte, em 2016. Foto: Mmcredie/Divulgação

Endereço de peregrinação para milhares de evangélicos durante a Marcha para Jesus, a região do Campo de Marte, na Zona Norte, vai ser menos sagrada e mais profana durante o Carnaval de 2016. Saem de cena os fieis e as  canções gospel, e entram  os foliões,  sambas, marchinhas e outros ritmos brasileiros. O Bangalafumenga, um dos blocos com maior  público de São Paulo, está de mudança para a Avenida Santos Dumont, em Santana.   O desfile ocorrerá no dia 30 de janeiro (sábado), a partir das 10h, e o trajeto será feito entre a Praça Heróis da FEB (Força Expedicionária Brasileira) e a Avenida General Pedro Leon Schnneider.

A nova localização foi definida após a prefeitura proibir “megablocos” na Avenida Sumaré, em Pinheiros, na Zona Oeste. A via foi o palco do Banga em 2014 e 2015,  quando recebeu um público de 100 mil pessoas. O objetivo do governo Fernando Haddad é evitar problemas na dispersão da multidão e diminuir os transtornos na Vila Madalena após os desfiles.

Depois dos fieis Marcha para Jesus, região do Campo de Marte receberá os foliões do Banga. Foto:  Julien Perrenes/Divulgação

Depois dos fieis Marcha para Jesus, região do Campo de Marte receberá os foliões do Banga. Foto: Julien Perrenes/Divulgação

“O Campo de Marte é uma região menos residencial. Conseguiremos fazer concentração, dispersão e limpeza de modo mais tranquilo para todos”, diz César Pacci, diretor da Oficina da Alegria, empresa que produz o bloco carioca em São Paulo. Como já virou tradição, mais uma vez, o desfile do Banga será seguido pela apresentação do bloco Sargento Pimenta, programada para às 14h.

Os detalhes da ida para a região do Campo de Marte estão sendo acertados  com a Subprefeitura de Santana e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). “Os órgãos municipais já têm a experiência da realização da Marcha Para Jesus. Não haverá problema.”, observa o diretor da Oficina da Alegria.

Esta é segunda vez  que o Banga, que desembarcou em São Paulo em 2012, se  muda de endereço. Nos dois primeiros anos, o grupo fez a festa  na Rua Fidalga, na Vila Madalena. Por causa do excesso de foliões e o nó causado no trânsito,  os organizadores levaram sua bateria e seus fãs para a Avenida Sumaré, em 2014 e 2015.

Bloco carioca estreou em 2012, na Rua Fidalga, na Vila Madalena. Foto: Dudu Fragoso/Divulgação

Bloco carioca estreou em 2012, na Rua Fidalga, na Vila Madalena. Foto: Dudu Fragoso/Divulgação

Mesmo com a nova  mudança, a expectativa é  conseguir arrastar os fãs para a Zona Norte e superar o público de 2015. O novo local fica a 300 metros das estações Santana e Carandiru do Metrô. “É um lugar lindo, amplo e de fácil acesso, o que o torna perfeito para nosso desfile”, argumenta Pacci.

Em 2016, o Banga terá como  tema “Abre as Portas”, inspirada na música “Abre a porta, ó gente”, presente no repertório do bloco.  “Vamos desfilar pela inclusão e fazer um desfile de todas as cores e todas as raças”, adianta Pacci. O ensaio aberto do bloco está marcado para o dia 19 de janeiro.


Ritmistas criam marcas de acessórios carnavalescos
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As sócias Renata e Nathalle, da Sassaricando Acessórias. Foto: divulgação

As sócias Renata e Nathalle, da Sassaricando Acessórios. Foto: divulgação

O crescimento do Carnaval de Rua de São Paulo fez surgir uma necessidade de primeira hora para os foliões: a variedade de  adereços  para se destacar no meio da multidão.  Duas marcas de acessórios carnavalescos recém-criadas por ritmistas dos blocos paulistanos prometem adornar cabeças de mulheres e homens em 2016 e dar mais cor nos blocos. As peças,  como turbantes, chapéus, tiaras, cocares, óculos e faixas, são feitas manualmente, o que garante a exclusividade do modelo.

Em 2012, quando a advogada Renata Guimarães, de 34 anos, e a consultora de branding Nathalle Peres, de 30 anos, se conheceram na oficina do Bangalafumenga, não havia muitas opções no mercado.  Foi então que elas mesmas passaram a produzir seus apetrechos e chamar a atenção nos desfiles e festas.  Aos poucos, as ritmistas do grupo começaram a fazer encomendas. Resultado: o que era uma produção para consumo pessoal virou um negócio.

Em agosto deste ano, as amigas se tornaram sócias e criaram a Sassaricando Acessórios.  Em quatro meses,  venderam cerca de 250 peças trabalhadas no brilho e na irreverência. Os preços variam entre 20 e 150 reais.  Para o Carnaval do próximo ano, as encomendas  já começaram a chegar. Pelo menos dez pessoas fizeram pedidos.

Peças da Sassaricando custam até 150 reais. Foto: Marcos Moscou Credie/Divulgação

Peças da Sassaricando custam até 150 reais. Foto: Marcos Moscou Credie/Divulgação

“Aprendi a costurar, bordar e tricotar com minha avó, mas nunca imaginei que isso fosse virar um negócio”, diz Renata Queiroz, que atualmente toca tamborim nos blocos Monobloco, Confraria do Pasmado e no Chega Mais.  A Sassaricando também oferece consultoria de moda para os foliões. “Começamos a fazer fantasia completa, da roupa à maquiagem”, acrescenta Nathalle, integrante do Confraria do Pasmasdo.

Também batuqueira do Pasmado, a advogada Mariana Sbarro, de 42 anos, viu uma oportunidade no Carnaval para lucrar e criou a Sbarro Boutique de Acessórios. O projeto de comercializar os adereços era alimentada há três anos, desde quando fazia sus próprias fantasias para desfilar no Bangalafumenga.  Entretanto,  somente em setembro deste ano, após perder o emprego, é que ela o colocou a ideia em prática. Já foram vendidas cerca de 50 peças, com preços entre 25 e 100 reais.  A meta é ultrapassar as 200 peças até o Carnaval.

Mariana Sbarro: vendas em ensaios e festas de blocos. Foto: Divulgação

Mariana Sbarro: vendas em ensaios e festas de blocos. Foto: Divulgação

“Aqui em São Paulo, as pessoas estão começando a se entusiasmar com fantasias de Carnaval agora. É um mercado que tem muito a crescer”, afirma Mariana.

As vendas da Sassaricando e da Sbarro são feitas nos eventos dos blocos e pelas redes sociais. A Sassaricando, que já tem recebido pedido de arranjos de cabeças até de noivas,  esteve recentemente nas festas do Bangalafumenga e do Monobloco. Já a Sbarro montou sua banca no ensaio aberto do Quizomba.  “Produzir acessórios é um plano B, mas torço para que vire o plano A”, diz Renata.

Acessórios da Sbarro Boutique custam de 25 a 100 reais. Foto: Divulgação

Acessórios da Sbarro Boutique custam de 25 a 100 reais. Foto: Divulgação


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